10 junho, 2011

Festas do Concelho da Maia "Nossa Senhora do Bom Despacho"

Festas do Concelho da Maia
 "Nossa Senhora do Bom Despacho"






Cortejo Etnográfico
Festas do Concelho da Maia




Feira do Gado
em dia de Festa de Nossa Senhora do Bom Despacho



08 junho, 2011

IGREJA DE S. MIGUEL DA MAIA (NOSSA SENHORA DO BOM DESPACHO)

Igreja datada de 1738 e um dos mais belos templos do Grande Porto, pela unidade dos seus elementos arquitectónicos e ornamentais. Apresenta uma planta típica da Contra-Reforma, constituída por uma só nave que termina numa capela-mor quadrangular. Cobrem-na falsas abóbadas de berço em madeira.

 
O altar possui um exemplar de talha dourada notável; no topo deste altar é de realçar a cruz de malta. Estes exemplares de talha dourada encontros também na nave foram realizados aquando das obras de restauro em 26 de Junho de 1996. Durante as obras de restauro foram descobertas duas cruzes de malta que se encontravam ocultas na parede, e um quadro que estava atrás da imagem de Nª Sª do Bom Despacho.
No corpo da igreja é de salientar um magnífico vitral de Nª Sª do Bom Despacho.
Na capela-mor encontra-se a sepultura do Padre Vicente Gramaxo que cedeu o terreno, e na entrada frontal da igreja a sepultura de Domingos Luís Barreiro Tomé, benfeitor que financiou a construção da mesma.
A torre é posterior datando de 1870.
À mercê da ajuda dos brasileiros foram introduzidos acrescentos. Em 1876 inaugurava-se o sino grande, e em 1891, dois outros seriam oferecidos pelo ex. emigrante José da Silva Figueira (Visconde de Barreiros).
A igreja ostenta uma fachada de barroco nacional, austero e simples. Dividida em três ramos por pilastras lisas e pouco salientes, mostra no centro, mais largo, um pórtico rectangular com frontão interrompido por duas caprichosas volutas, sobrepujadas por um óculo quadrilobado. No frontão mistilíneo, abre-se um pequeno nicho com imagem pétrea do padroeiro. De cada lado, coroando os ramos laterais, erguem-se dois nichos rematados por balaústres e pinículo, semelhando sineiras. À direita levanta-se um torre sineira de três pisos, adossada à fachada e coberta por cúpula pétrea piramidal regular. Toda a frontaria, incluindo a torre, é revestida a azulejo do 3º quartel do século XIX.












História da Maia

A Maia, a cidade da Maia, é, todos o sabemos, uma criação relativamente recente. Picoto, S. Miguel de Barreiros, Vila da Maia, não são realidades tão longínquas quanto isso. A Maia cresceu e transformou-se no que é hoje essencialmente durante os últimos trinta anos.
Sabemos que em 1902 a sede do concelho foi transferida do lugar do Castêlo da Maia para o lugar do Picoto na freguesia de Barreiros, entretanto elevada à categoria de Vila. Aqui se fazia o cruzamento entre duas importantes vias: a Porto – Braga, no sentido Sul Norte (EN 14), e a então recém aberta Moreira - Ermesinde (EN 107), no sentido Poente-Nascente, tal como aconteceria já provavelmente desde a Idade Média, se não mesmo desde a época romana, o que, em parte, explicará a opção pela mudança.
O que é facto é que a Maia (vila e concelho) se manteve mais ou menos adormecida, a todos os níveis, até ao início da década de 70. A malha urbana do início de 70 era a herdeira da do princípio do século, após a alteração imposta pela construção dos Paços do Concelho inaugurada em 1903.


Este edifício veio fazer aumentar o movimento de e para o local, mas sem que isso se traduzisse ao menos a curto prazo, num significativo aumento do número de edificações. O espaço urbano da Maia era, ao tempo, "puxado" apenas por duas forças -o edifício da Câmara Municipal, a nascente, e a Igreja de S. Miguel, a Poente. Tudo o resto eram terras de potencial agrícola, muitas ainda com essa mesma vocação, outras em fase de lenta transição.
Entretanto havia-se verificado uma alteração nos finais de 40, com a demolição das Escolas Maria Pia, mandadas construir pelo Visconde de Barreiros, a deslocação da estátua do Visconde para a Alameda da República (a poente da Praça do Município), a transferência dos Correios para a Rua de Augusto Simões, o novo ajardinamento do espaço envolvente dos Paços do Concelho.









Assim, nos inícios de 70, o centro da Maia apresentava um aspecto radicalmente diferente do actual. No coração do espaço palpitava o edifício sede da Câmara Municipal. A sul, um grupo de edifícios em que preponderava a restauração, com o Miramaia, o Turista e o Infante, este no ângulo poente com a Rua de Carlos Pires Felgueiras. Mas também o Cineteatro da Maia e o edifício sede dos Serviços Municipalizados de Electricidade, ainda hoje existente, com a sua característica fachada em curva.




Diametralmente oposto a este, ocupando a esquina com a Avenida de D. Manuel II, ficava o Colégio do Bom Despacho, desaparecido em 90. Na outra esquina, um edifício onde se alojavam o café Maia Bar, que antes fora o Restaurante Costa, e a Ourivesaria Maiata, e que ficava "incrustado" na quinta do Visconde de Barreiros. Esta ocupava todo o espaço norte da actual Praça do Município, e aí se destacava aquele que foi o palacete onde o visconde residia, com o seu característico depósito de água. Depois utilizado como edifício escolar, foi também Tribunal de Trabalho, sendo demolido aquando do início da construção da Torre Lidador.
Para poente estendia-se a Alameda de Campos Henriques, como se chamava então a actual Avenida do Visconde de Barreiros, que tinha à esquina a chamada "casa do Rato", vendedor e reparador de bicicletas. A Alameda da República, entre os Paços do Concelho e o início da Alameda de Campos Henriques, foi entretanto eliminada. Nesta remodelação foi também demolida a capela de Santa Eufémia.
Simbólicos momentos. Os velhinhos Paços do Concelho, a Quinta do Visconde, a Capela, três edifícios para os quais muito contribuíra José da Silva Figueira, Visconde de Barreiros, eram demolidos. A sua demolição representou um virar de página e o início de uma nova era.

Colégio Nossa Senhora do Bom Despacho

Colégio onde fiz a pré-primária ...

Num tempo em que pouco havia e a Maia não passava de um concelho agrícola, onde a maior parte das crianças passava muito tempo no campo e pouco na escola, onde concluir a instrução primária era um privilégio, nasceu o Colégio de Nossa Senhora do Bom Despacho. Era uma espécie de oásis do ensino. A única escola de todo o município que tinha ensino acima da antiga quarta classe, hoje o último ano do ensino básico.






Nasceu em 1948, por obra e determinação de um grupo de professores já com um colégio em Famalicão. Chegaram à Maia com a ideia de desenvolver um projecto idêntico. Bem acolhidos pelo então presidente da câmara, Carlos Pires Felgueiras, contaram com o apoio do padre Pinheiro Duarte para encontrar as necessárias instalações. Ocuparam uma casa, de dois pisos e águas-furtadas, que pertencia à Santa Casa da Misericórdia do Porto, na sequência de uma herança de Agostinho Marques, falecido notário de Barreiros. Uma casa em pleno centro da Vila de Barreiros, onde hoje está localizado o centro comercial Central Plaza. A renda chegava aos 14 mil escudos.
Cumprindo as exigência do Ministério da Educação, com entradas separadas para rapazes e raparigas, o Colégio abriu no ano lectivo de 1948 / 1949, com uma lotação limitada de 128 alunos, dos quais 98 dos primeiro e segundo ciclo (liceal) e 30 da instrução primária. Benilde Pinto Marinho, uma das fundadoras, foi a primeira directora do estabelecimento. Recebeu o alvará 983 do Ministério da Educação Nacional e da Inspecção do Ensino Particular.
A matrícula custava 100 escuros (0,5 euros). O pagamento das propinas era feito por períodos escolares ou mensalmente, de forma excepcional. As notas dos alunos eram enviadas todos os meses aos encarregados de educação e as faltas comunicadas diariamente. Sempre por correio. Os intervalos entre aulas eram ocupados por estudos “fiscalizados e obrigatórios”. No primeiro ano, um aluno da primeira classe pagava 200 escudos por período. Já o quinto ano do curso do liceu implicava o pagamento de 700 escudos. A cantina era paga à parte. Era, pois, de acesso restrito a quem podia pagar. Não era só para ricos mas era necessário ter alguma disponibilidade financeira. Mas o facto de receber um apoio financeiro da autarquia levou a que as suas portas fossem abertas a muitos jovens menos bafejados pelo berço em que nasceram.
No ano seguinte ao da fundação, entrou para o colégio Gracinda Vales, que haveria de ser o denominador comum da instituição ao longo das décadas seguintes. Com a sua acção foram desenvolvidas diversas iniciativas e festejos que acabaram por dinamizar o ensino do colégio e o salvaram da falência.
Na década de 1960 o ensino preparatório chegou à Maia, instalando-se bem perto do colégio, num local próximo de onde se encontra o Fórum, transitando mais tarde para as instalações actuais. O colégio perdia o monopólio mas continuou a funcionar. Alguns anos depois, em 1977, a Direcção do Fundo de Fomento da Habitação anunciava o prédio onde o colégio tinha a sua existência como “de utilidade pública” para a construção de um empreendimento social. Ao lado estava a nascer o bairro do Sobreiro, que acabou por não chegar aquele local. No entanto, por essa altura já tinha encerrado a valência de ensino preparatório e apenas funcionava a primária. Em 1980 o colégio foi demolido.
Foram trinta anos de acolhimento de mais de 600 alunos, muitos dos quais frequentaram a escola durante 11 anos de formação escolar.
A maior parte dos alunos era do concelho da Maia, embora também houvesse estudantes que chegavam de Leça do Balio, Trofa e outros locais.

Escola onde fiz o Ciclo Preparatório

Três décadas nos separam do surgir da primeira escola pública do Ensino Preparatório, na zona urbana do concelho da Maia.


Era o ano de 1970, e na Praça do Município, num antigo palacete adquirido e adaptado pela Câmara Municipal, começa a funcionar a Escola Preparatória Gonçalo Mendes da Maia.





Alunos, vindos das mais longínquas freguesias do concelho, professores e funcionários começavam a escrever a história da nossa Escola. Foi uma década em que todos ajudaram a mostrar que, se o edifício e outros recursos materiais são elementos importantes da Escola, eles não são determinantes. E, se algumas aulas aconteciam num sótão e o bufete funcionava numa cave, tal situação não levou a que professores e funcionários, que acompanham a Escola desde essa época a recordem como um momento menos bom das suas carreiras.


Aproximamo-nos dos anos oitenta. No ano lectivo de 1978/1979 passou a funcionar em novas instalações construídas na freguesia de Vermoim. A nova escola localiza-se numa zona escolar e residencial junto da Escola Secundária da Maia e do Complexo Desportivo ( Estádio Municipal da Maia, o Pavilhão Gimnodesportivo, o Complexo de Ténis e o Complexo Municipal de Ginástica).






Nesta data, a escola passou a designar-se Escola Preparatória da Maia e ainda recebia alunos do primeiro ciclo de várias freguesias do concelho da Maia, tais como Moreira, Nogueira, Milheirós, S. Pedro de Fins e Folgosa.


No ano lectivo de 1983/1984, começou a funcionar o 7º ano.
No ano lectivo de 1989/1990, começou a funcionar o 8º ano.
No ano lectivo de 1995/1996, já com a designação de Escola E. B. 2,3 da Maia, começou a funcionar o 9º ano.


Actualmente, com o alargamento do parque escolar do concelho da Maia, a sua área de influência circunscreve-se a alunos vindos das escolas do 1º ciclo das freguesias de Vermoim e Maia.




Antigas Escolas Primária

Escola Primária Dona Maria Pia, mandada construir pelo Visconde de Barreiros..



Placa alusiva à inauguração das Escolas do Visconde Barreiros.


Azulejo recuperado da Escola Primária do Visconde de Barreiros


Antigas Escolas Primárias

A escola primária onde andei ...

05 junho, 2011

Primeiro Autocarro na Maia

                      Chegada á Maia do Primeiro Autocarro
                                                        
Nesta foto vê-se:
     Praça do Município
Cinema da Maia

Inicio da Carreira Regular ...


Já em Museu ...


Antiga Câmara da Maia e Praça do Município

Construção dos Antigos Paços do Concelho no inicio do Século XX.


Edifício dos antigos Paços do Concelho ...
Centro da Maia antigo ...


Edifício dos antigos Paços do Concelho


Edifício do antigos Paços do Concelho


Edifício do antigos Paços do Concelho


Panorâmica da Praça do Município


Panorâmica da Praça do Município


Praça do Município. Demolição do Edifício dos Paços do Concelho.